Cerca de 1 a 2 de cada 1000 recém-nascidos vivos apresentam cardiopatia congênita crítica.

O teste da oximetria é um exame de triagem realizado logo ao nascimento do bebê que é valioso, pois, caso a anomalia não seja detectada nessa fase da vida (o que ocorre em cerca de 30% destes recém-nascidos que recebem alta do hospital sem o diagnóstico) e a criança não seja tratada, ela pode apresentar choque, hipóxia (queda no nível de oxigênio no sangue) e até mesmo óbito.

O teste é muito simples: realiza-se a medição do nível de oxigênio no sangue pelo exame do pulso, em todo recém-nascido aparentemente saudável, com idade gestacional acima de 34 semanas, antes da alta hospitalar.

A mediação é realizada entre 24 e 48 horas de vida, no braço direito e também em uma das pernas, sendo que ambas precisam estar aquecidas.

O teste é eficiente para indicar a anomalia em 75% do casos. Em outras palavras, algumas cardiopatias críticas podem não ser detectadas através dele, principalmente aquelas do tipo coartação de aorta.

O não descarta a necessidade de realização de exame físico minucioso e detalhado em todo recém-nascido, antes da alta hospitalar.