Nesta semana, lancei uma apelo muito importante para os pais cuidarem do colesterol de suas crianças, desde o primeiro momento da vida, com o aleitamento materno e depois alimentação caseira, rica em e produtos integrais, junto com muitas brincadeiras e exercícios físicos. Mas é bom esclarecer também que existe um grupo de crianças e jovens que mesmo com essas medidas dietéticas e de atividade física essenciais, podem não conseguir abaixar o seu colesterol a níveis saudáveis.

Isso porque essa garotada pode ter uma tendência genética para a dislipidemia ou outras associações de risco, como hipertensão, obesidade e até tabagismo. O colesterol alto também pode ser decorrente do diabetes, da síndrome nefrótica ou do hipotireoidismo que, enquanto não forem tratados, dificultam a redução dos lipídeos do sangue. Além disso também podemos estar diante de doenças genéticas como a chamada hipercolesterolemia familiar (HF), que acarreta níveis altíssimos de colesterol de geração a geração. Os avanços no diagnóstico e nos medicamentos tornam muito tranquilo o tratamento do colesterol alto em crianças e jovens, sempre com o acompanhado do cardiopediatra.

Uma dica importante: se na família há casos de pessoas que tiveram infarto ou AVC antes dos 40 anos ou perto dos 50, isso pode ser sinal de HF, e seu filho merece ser avaliado por um médico.