O eletrocardiograma é um exame simples, barato e não-invasivo fundamental para diagnosticar e a acompanhar a evolução das doenças do coração, especialmente nas crianças e adolescentes. Ele forma a tríade dos exames de cabeceira do cardiopeditra, junto com o RX e o ecocardiograma. Isso porque esses três exames funcionam, entre si, como um tira-teima um do outro para comprovar alterações cardíacas, principalmente da forma do órgão.

Assim como o RX e o ecocardiograma, o eletro traz informações sobre o tamanho do coração e de suas câmaras (átrios e ventrículos) e vai além: mostra também a posição delas. É isso mesmo. Por meio do traçado do eletro, o cardiopediatra experiente pode identificar, inclusive, alterações na posição do coração e de suas partes, que acontecem por causa da doença cardíaca ou de sua evolução. Mas, além da morfologia do órgão, o eletro traz também outras informações preciosas sobre o funcionamento da malha elétrica que envolve o coração e que é responsável pela contração do músculo cardíaco. Quando essa malha está alterada, podem haver arritmias, desde as mais simples e benignas até aquelas perigosas e que colocam a vida em risco.

Por meio das alterações elétricas identificadas no eletro, podemos perceber também quando há distúrbios eletrolíticos como aqueles que ocorrem na falta ou excesso de potássio e cálcio, de maneira que possamos fazer a compensação desses componentes no organismo.

Uma dica importante: algumas crianças se assustam ou se sentem incomodadas com os eletrodos que são colocados em seu peito, para captar as ondas elétricas do coração. Eles são geladinhos  e, quando são colocados na pele, geram surpresa  nas crianças, que podem ficar agitadas. Nessa hora, a disposição dos pais para acalmá-las e deixá-las imóveis, para a captação de um bom traçado, é fundamental.

A boa notícia, nesse caso, é que o exame é muito rápido. Quando vocês perceberem, já passou!