Olá meus queridos, tudo bom? Este é um dos conteúdos do meu do projeto “Pupilos da Dra. Vanessa”, que irá contar com a presença de estudantes e profissionais da área da saúde, trazendo conteúdos exclusivos para vocês!

Por: @biacriniti, @rafaantunes08 e Dra. Vanessa Guimarães CRM 118.641 em @cardio.pediatria

Isso acontece para tornar a situação do feto adequada para o ambiente sem oxigênio e de pouco uso pulmonar no útero e assim favorecer o fluxo para seus órgãos nobres. São 3 particularidades essenciais:

O ducto venoso: é a estrutura que cria um atalho entre o sangue oxigenado que chega pela veia umbilical e se conecta à veia cava inferior, facilitando assim sua chegada ao coração. Assim o sangue que chega ao átrio direito (AD) é misto, pois a parte superior do corpo é drenada para lá pela veia cava superior, 50% do sangue da parte inferior do corpo passa pelo fígado pela veia cava inferior e 50% pelo ducto venoso.

O forame oval: é uma passagem de sangue do AD para o átrio esquerdo (AE) facilitando o fluxo seguir para a circulação sistêmica. O tubérculo intervenoso facilita anatomicamente a chegada de sangue ao forame.
O canal arterial: além das outras duas, esse canal permite o desvio de sangue da artéria pulmonar esquerda diretamente para a aorta. Essa estrutura existe pelas artérias pulmonares serem mais constritas que o normal, devido a baixa intensidade de fluxo pulmonar. O canal arterial (CA) pode chegar a desviar cerca de 90% de todo o sangue fetal!!
Após a primeira respiração, há aumento da pressão arterial de O2, as artérias umbilicais, do cordão umbilical se contraem e passam a ser ligamentos umbilicais mediais, os quais ajudam na sustentação da bexiga. Esse aumento do oxigênio circulante também gera alguma vasodilatação das artérias pulmonares, permitindo assim maior chegada de sangue ao pulmão. Com isso, aumentam as pressões dentro do AE e do ventrículo esquerdo, iniciando o fechamento do forame oval, que se torna a fossa oval. Além disso, também permite o fechamento do CA em 10 a 15 horas de vida.
Com o clampeamento do cordão umbilical, o ducto venoso se contrai pelo baixo fluxo e as veias umbilicais, que também se contraem, se tornam o ligamento redondo do fígado.
Deu para entender e relembrar um pouquinho mais sobre circulação fetal?


– Dra. Vanessa Guimarães: Cardiologia pediátrica, UTI cirúrgica e Transplante Cardíaco –