A jornada de uma mãe e seu filho cardiopata: fé, aprendizado e confiança

Sou mãe de um garotinho muito especial chamado K.I., hoje com 13 anos. Compartilho aqui minha experiência e os aprendizados ao longo dessa caminhada que começou muito antes do que imaginávamos.

Meu filho nasceu prematuro extremo, com apenas 27 semanas de gestação, e com uma cardiopatia que só foi diagnosticada três meses após o nascimento: uma malformação das válvulas mitral e tricúspide. A partir desse momento, a vida da nossa família mudou completamente.

No início, senti que o chão havia desaparecido. Eu não sabia nada sobre cardiopatia congênita, me sentia perdida, com medo e cheia de dúvidas. Mas pensei comigo mesma: esperei 12 anos por essa criança, agora era hora de seguir em frente, aprender e enfrentar cada obstáculo.

Entendi que sentimentos como ansiedade, tristeza e desânimo precisariam dar lugar à fé, à paciência e à sabedoria. Aprendi a ouvir mais, a respeitar o tempo das coisas e, acima de tudo, a ensinar meu filho a lutar pela própria vida.

Aprender para cuidar melhor

Ao longo desses 13 anos, meu filho passou por quatro cirurgias cardíacas, sendo a primeira e a terceira consideradas gravíssimas. Fiz questão de entender profundamente a cardiopatia dele: perguntei aos médicos, aprendi a administrar corretamente as medicações, conheci seus efeitos colaterais e, principalmente, aprendi a confiar nos profissionais preparados para cuidar dele.

Durante internações, vi muitas mães brigando com enfermeiros, questionando procedimentos e tratamentos. Decidi que esse não seria o caminho para o meu filho.

Desde pequeno, ensinei a ele que o ambiente hospitalar não era um lugar de medo. Nunca usei frases como “se não se comportar vai tomar injeção”. Pelo contrário, dizia que tirar sangue era só uma “picadinha de formiga” e que enfermeiras e médicos estavam ali para ajudá-lo. Ensinei que pedir com carinho faz diferença e que ele nunca estaria sozinho.

Vida escolar, limites e autonomia

Meu filho frequentou a escola normalmente, participou das atividades com outras crianças e sempre foi orientado a respeitar seus limites. Ensinei que, ao sentir cansaço ou notar as mãos arroxeadas, deveria pedir ajuda imediatamente. E ele sempre soube reconhecer e comunicar isso.

Ter um filho cardiopata exige atenção e cuidado, mas não significa viver com medo constante. É possível ter uma vida equilibrada, sem paranoia ou histeria.

Hoje, Kauã sabe exatamente suas medicações, horários e a importância de cada uma delas. Reconhece a equipe de saúde como aliada, como amigos que ajudam a proporcionar mais qualidade de vida.

A importância de um acompanhamento especializado

Toda essa trajetória reforça o quanto o acompanhamento com uma profissional experiente faz diferença. A atuação da Dra. Vanessa Guimarães, reconhecida por muitas famílias como a melhor cardiologista pediatra do Brasil, foi fundamental nessa história. Seu trabalho, aliado ao humanismo e à escuta cuidadosa, conquistou nosso carinho, admiração e confiança, tornando-se parte da nossa família.

A calma, a informação e a confiança em uma cardiologista pediátrica de referência nacional fazem toda a diferença na vida de crianças cardiopatas e de suas famílias.

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