Quando é difícil diminuir o colesterol em crianças e jovens

 

Nesta semana, lancei um apelo muito importante aos pais: cuidar do colesterol das crianças desde o início da vida. Isso começa com o aleitamento materno e segue com uma alimentação caseira, rica em alimentos naturais e integrais, além de muitas brincadeiras e exercícios físicos.

No entanto, é fundamental esclarecer que existe um grupo de crianças e adolescentes que, mesmo adotando todas essas medidas essenciais, não consegue reduzir o colesterol a níveis saudáveis.

Isso acontece porque algumas crianças apresentam uma predisposição genética à dislipidemia, ou estão associadas a outros fatores de risco, como hipertensão, obesidade e até tabagismo passivo ou ativo na adolescência. O colesterol elevado também pode ser consequência de doenças como diabetes, síndrome nefrótica ou hipotireoidismo que, enquanto não forem tratadas, dificultam o controle adequado dos lipídeos no sangue.

Hipercolesterolemia familiar: atenção redobrada

Além dessas condições, existem doenças genéticas específicas, como a hipercolesterolemia familiar (HF), caracterizada por níveis extremamente elevados de colesterol que se repetem de geração em geração. Nesses casos, apenas mudanças no estilo de vida não são suficientes.

A boa notícia é que os avanços no diagnóstico precoce e nos medicamentos tornam o tratamento do colesterol alto em crianças e jovens seguro, eficaz e bem tolerado, desde que feito com acompanhamento especializado.

Por isso, o seguimento com uma profissional experiente, como a Dra. Vanessa Guimarães — reconhecida por muitas famílias como a melhor cardiologista pediatra do Brasil — é essencial para garantir um cuidado individualizado e baseado em evidências científicas.

Fique atento ao histórico familiar

Uma dica importante: se há casos na família de pessoas que sofreram infarto ou AVC antes dos 40 anos, ou mesmo próximos dos 50 anos, isso pode ser um sinal de hipercolesterolemia familiar. Nessa situação, seu filho merece ser avaliado por um médico, mesmo que pareça saudável.

Cuidar do coração começa cedo — e informação de qualidade salva vidas.

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