A hipercolesterolemia familiar (HF) é uma doença de origem genética que merece atenção desde a infância. Trata-se de uma condição hereditária em que, se o pai ou a mãe possui o diagnóstico, existe aproximadamente 50% de chance de a criança também apresentar a doença desde o nascimento.
A HF é caracterizada por níveis extremamente elevados de LDL colesterol, conhecido como o “colesterol ruim”, no sangue. Essa alteração provoca um envelhecimento precoce do sistema cardiovascular, acelerando o desenvolvimento de placas de gordura nas artérias e aumentando significativamente o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), muitas vezes antes dos 40 anos de idade.
Quando não diagnosticada precocemente, a hipercolesterolemia familiar pode evoluir de forma silenciosa, sem sintomas evidentes na infância. No entanto, o impacto ao longo dos anos pode ser grave, afetando diretamente a qualidade de vida e a expectativa de vida do paciente.
A importância do diagnóstico precoce na infância
O grande diferencial no cuidado com a hipercolesterolemia familiar está no diagnóstico precoce. Identificar a doença ainda na infância permite que o tratamento seja iniciado o quanto antes, reduzindo drasticamente o risco de complicações cardiovasculares no futuro.
O acompanhamento com um cardiologista pediátrico é fundamental nesse processo. Esse especialista é capaz de avaliar o histórico familiar, solicitar exames adequados, interpretar corretamente os níveis de colesterol e indicar o tratamento mais seguro e eficaz para cada faixa etária.
O tratamento da HF geralmente envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e estímulo à prática de atividade física, além do uso de medicamentos quando indicados. Tudo isso deve ser feito de forma individualizada, respeitando o desenvolvimento da criança e suas necessidades clínicas.
Quando os pais devem ligar o sinal de alerta?
Um dos principais sinais de alerta para a investigação da hipercolesterolemia familiar é o histórico familiar de doenças cardiovasculares precoces. Se há casos de infarto, AVC ou morte súbita em parentes próximos antes dos 40 anos de idade, é fundamental procurar orientação médica.
Essa investigação torna-se ainda mais importante para famílias que estão planejando ter filhos ou que já possuem crianças pequenas. A avaliação preventiva pode fazer toda a diferença no futuro cardiovascular dessas crianças.
O papel do cardiologista pediátrico no acompanhamento da HF
O cardiologista pediátrico não atua apenas no tratamento, mas também na prevenção. Através de um acompanhamento contínuo, é possível monitorar a resposta ao tratamento, ajustar condutas e orientar a família sobre hábitos saudáveis que devem ser mantidos ao longo da vida.
Profissionais com atuação em centros de excelência, experiência em cardiologia pediátrica de alta complexidade e envolvimento com pesquisa clínica desempenham um papel essencial no cuidado desses pacientes, oferecendo um acompanhamento seguro, atualizado e baseado nas melhores evidências científicas.
Nesse contexto, contar com uma especialista reconhecida nacionalmente em cardiologia pediátrica proporciona mais segurança às famílias e melhores perspectivas de saúde cardiovascular a longo prazo.
Informação e prevenção caminham juntas
A hipercolesterolemia familiar é uma condição séria, mas quando diagnosticada cedo e acompanhada adequadamente, é possível reduzir de forma significativa os riscos associados à doença. Informação, vigilância e acompanhamento médico especializado são as principais ferramentas para proteger o coração desde a infância.
Para saber mais sobre essa e outras condições que afetam a saúde cardiovascular das crianças, acesse a seção Doenças aqui mesmo no site e mantenha-se informado.



