A transposição das grandes artérias é cerca de 3% de todas as cardiopatias congênitas, e cerca de 20% de todas as cardiopatias cianóticas.

Faixa etária:
Presente ao nascimento.

O que é a doença:
É uma discordância ventriculoarterial na qual a aorta emerge do o ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo. O defeito anatômico da D-TGA leva a uma doença cianótica e como resultado há duas circulações paralelas. A primeira manda sangue desoxigenado para o átrio direito e de volta à circulação sistêmica via ventrículo direito e aorta. A segunda envia sangue oxigenado para o átrio esquerdo e de volta aos pulmões pelo ventrículo esquerdo e artéria pulmonar.

Sintomas:
Cianose, taquipneia (respiração rápida) e pode ter pulsos reduzidos se houver coarctação ou interrupção da aorta.

Diagnóstico:
Devido às altas taxas de mortalidade neonatal e infantil, é importante fazer o diagnóstico de D- TGA o mais rápido possível, no pré-natal com o eco fetal, mas a maioria dos casos ainda é diagnosticada após o parto com eletrocardiograma, radiografia de tórax, ecocardiograma e cateterismo cardíaco.

O que causa a malformação:
Ao contrário de muitas outras formas de cardiopatia congênita, o D-TGA não está associado a nenhuma anormalidade genética comum.

Tratamento:
Antes da correção cirúrgica, alguns procedimentos médicos podem ser necessários como, por exemplo, a infusão de prostaglandin E1 (PGE1), tratamento com bicarbonato de sódio para corrigir a acidose metabólica, suporte de ventilação mecânica em casos de edema pulmonar e insuficiência respiratória e a septostomia atrial com balão que é um procedimento utilizado em pacientes com hipoxemia grave.
Os procedimentos cirúrgicos de Jatene e Rastelli são correções anatômicas cirúrgicas possíveis.

Por @izahanada e Dra. Vanessa Guimarães CREMESP 118.641
Ilustração: @izahanada


– Dra. Vanessa Guimarães: Cardiologista pediátrica, UTI cirúrgica e Transplante Cardíaco –