Os casos de sarampo estão aumentando no Brasil, e esse cenário acende um alerta importante para pais, responsáveis e profissionais de saúde. O principal motivo desse crescimento é uma combinação perigosa: a entrada de pessoas sem imunização adequada, especialmente em regiões de fronteira, somada à queda preocupante na cobertura vacinal de bebês e crianças brasileiras.
Na era da globalização, as doenças se espalham com a mesma rapidez das pessoas. O vírus do sarampo, transmitido por secreções respiratórias, é extremamente contagioso. Isso significa que a chance de uma pessoa não vacinada — seja criança ou adulto — contrair a doença após contato com alguém infectado é muito alta.
Como o sarampo age no organismo
Após a infecção, o vírus provoca uma inflamação generalizada dos vasos sanguíneos. Os sintomas costumam surgir entre 10 e 18 dias após o contágio e, inicialmente, podem ser confundidos com os de uma gripe comum: febre, tosse, coriza e conjuntivite. Somente depois aparecem as erupções cutâneas características, em forma de pequenas manchas vermelhas espalhadas pelo corpo.
Apesar de muitas vezes ser encarado como uma doença “do passado”, o sarampo pode ser extremamente grave e até fatal. O risco é maior em crianças menores de 1 ano, em pacientes com doenças crônicas que comprometem o sistema imunológico — como as cardiopatias — e também em adolescentes e adultos.
Complicações graves associadas ao sarampo
Entre as possíveis complicações do sarampo estão:
-
Infecções de ouvido
-
Diarreia e vômitos persistentes
-
Hemorragias
-
Alterações neurológicas, como convulsões e encefalite
-
Pneumonia bacteriana secundária, geralmente mais grave
-
Hepatite
Em crianças com cardiopatias, infecções sistêmicas e respiratórias podem representar um risco adicional, sobrecarregando o coração e exigindo acompanhamento médico rigoroso.
A importância da vacinação infantil
A proteção contra o sarampo faz parte do calendário nacional de vacinação e deve ser iniciada a partir de 1 ano de idade, com duas doses da vacina tríplice viral — a segunda aplicada aos 15 meses de vida. Além do sarampo, essa vacina protege contra a rubéola e a caxumba, doenças que também podem causar complicações importantes em pessoas com imunidade reduzida.
As principais contraindicações da vacina são alergia grave a componentes da fórmula, gestação e algumas condições específicas de imunodeficiência. Crianças cardiopatas, ao contrário do que muitos pais temem, devem sim ser vacinadas, salvo raras exceções avaliadas individualmente pelo médico.
A vacina tríplice viral é segura, eficaz e apresenta poucas reações adversas. A imunização é uma das medidas mais importantes da medicina preventiva e salva vidas todos os anos.
Prevenção, informação e acompanhamento especializado
A atuação preventiva é parte essencial da cardiologia pediátrica moderna. Especialistas com experiência em acompanhamento de crianças com doenças cardíacas sabem que evitar infecções é tão importante quanto tratar a cardiopatia em si.
Contar com uma profissional reconhecida nacionalmente na cardiologia pediátrica, com atuação em centros de excelência e foco em prevenção, oferece mais segurança às famílias e garante decisões médicas baseadas em ciência, experiência clínica e cuidado humanizado.
A mensagem é clara: manter a vacinação em dia é um ato de responsabilidade coletiva e de proteção individual. Vacinar é cuidar do presente e proteger o futuro das nossas crianças.



