Sarampo e polio: por que é preciso vacinar?

Encerrando esta série sobre vacinação, volto a chamar a atenção para um tema fundamental: a importância de manter o calendário vacinal das crianças em dia como medida essencial de proteção contra doenças da infância que podem deixar sequelas irreversíveis ou até levar à morte.

Esse risco é real e preocupante. Doenças como sarampo, poliomielite, rubéola e difteria, todas com vacinas disponíveis gratuitamente pelo SUS, estão voltando a circular no Brasil. O principal motivo é a queda progressiva na cobertura vacinal infantil ao longo dos últimos anos.

Por que as doenças estão voltando?

Grande parte dessa redução na vacinação ocorre pelo medo de alguns pais em relação a supostos efeitos colaterais das vacinas no longo prazo ou mesmo por reações leves e esperadas no curto prazo, como febre e dor no local da aplicação.

No entanto, é importante reforçar: não há comprovação científica de efeitos colaterais graves ou tardios causados pelas vacinas. Por outro lado, existem inúmeros estudos científicos robustos que comprovam sua eficácia e segurança na proteção das crianças.

E quanto às reações após a vacina?

Os efeitos adversos mais comuns, como febre baixa, dor ou vermelhidão no local da injeção, são passageiros e facilmente controlados com antitérmicos e compressas locais. Esses sintomas desaparecem rapidamente e não se comparam aos riscos das doenças que as vacinas previnem.

Vacinar é um ato de cuidado e responsabilidade

As vacinas salvam vidas. Graças a elas, muitas doenças graves foram controladas ou praticamente erradicadas por décadas. A redução da vacinação abre espaço para que esses vírus e bactérias voltem a circular, colocando em risco não apenas crianças não vacinadas, mas toda a população.

Por isso, deixo mais uma vez um apelo direto às mães e aos pais: não deixem de vacinar seus filhos. Vacinar é proteger, é cuidar e é garantir um futuro mais seguro para nossas crianças.

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