A vacinação é uma das principais ferramentas de proteção contra doenças infecciosas, especialmente em crianças com cardiopatias. No entanto, quando essas crianças fazem uso de anticoagulantes, alguns cuidados específicos precisam ser observados para garantir segurança e evitar complicações.
Por que crianças cardiopatas têm maior risco de trombose?
Existem várias doenças cardíacas, inclusive congênitas, que favorecem a formação de trombos — pequenas colônias de sangue coagulado. Quando esses trombos atingem veias ou artérias, podem causar obstruções graves, levando a diferentes tipos de infartos, dependendo do local afetado:
- No coração: infarto do miocárdio
- No cérebro: acidente vascular cerebral (AVC)
- Nos pulmões: tromboembolismo pulmonar
- Nos membros inferiores: acidente vascular periférico
Esse risco aumenta em pacientes que passaram por cirurgias cardíacas com uso de próteses, válvulas metálicas, stents, cateteres ou procedimentos como Blalock-Taussig, Glenn e Fontan.
Uso de anticoagulantes: proteção e atenção redobrada
Para prevenir a formação desses trombos, muitas crianças e adultos cardiopatas precisam fazer uso contínuo de anticoagulantes. Embora esses medicamentos sejam fundamentais para evitar eventos graves, eles também aumentam o risco de sangramentos, já que impedem a coagulação natural do sangue.
Por isso, procedimentos aparentemente simples, como a vacinação, exigem atenção especial nesse grupo de pacientes.
Vacinação em pacientes que usam anticoagulantes
Mamães e papais de crianças cardiopatas que fazem uso de anticoagulantes — e também adultos nessa condição — devem sempre conversar com o médico antes da vacinação.
Em muitos casos, recomenda-se que a vacina seja aplicada pela via subcutânea profunda, em vez da via intramuscular, utilizada na maioria das pessoas. Essa conduta reduz significativamente o risco de hematomas, já que os músculos são muito mais vascularizados.
Quando a vacina é aplicada profundamente no tecido subcutâneo, evita-se o rompimento de pequenos vasos musculares, diminuindo o desconforto e o aparecimento das manchas roxas, que podem ser bastante incômodas.
Atenção: pacientes em uso de AAS (ácido acetilsalicílico) também devem consultar seu médico antes da vacinação.
Vacinar é proteger, com orientação correta
A vacinação continua sendo essencial para proteger crianças cardiopatas contra doenças infecciosas potencialmente graves. Com a orientação médica adequada e a escolha correta da via de aplicação, é possível garantir proteção eficaz e segura, evitando complicações desnecessárias.
Proteger nossas crianças é um compromisso — e informação de qualidade faz toda a diferença.



