Bronquiolite em Bebês: Causas, Sintomas, Prevenção e Cuidados com Cardiopatas

A bronquiolite é uma infecção viral dos pulmões que afeta bebês e crianças pequenas. Ela começa como um resfriado, com nariz escorrendo, e desce para as pequenas vias aéreas dos pulmões, os bronquíolos, que inflamam, incham e se enchem de muco, dificultando a respiração.

Na maioria das vezes é leve, mas é a causa mais comum de internação de bebês, principalmente no inverno e na primavera. Neste artigo, a cardiologista pediátrica Dra. Vanessa Guimarães explica os sintomas, a prevenção e os cuidados com crianças que têm cardiopatia.

O que causa a bronquiolite?

É causada por vírus, principalmente o vírus sincicial respiratório (VSR). Outros vírus envolvidos são o rinovírus, o influenza (vírus da gripe) e o metapneumovírus humano.

Esses vírus são contagiosos e se espalham por gotículas de tosse, espirro e até risadas, e por objetos tocados por pessoas infectadas, como lenços e brinquedos. Os sintomas aparecem de alguns dias a uma semana após o contágio.

Quem tem mais risco de bronquiolite grave?

A bronquiolite é mais comum nos dois primeiros anos de vida, principalmente entre 3 e 6 meses, porque as vias aéreas dos bebês são pequenas. Têm mais risco de quadros graves:

  • Bebês prematuros;
  • Crianças com doença cardíaca ou doença pulmonar crônica;
  • Crianças com o sistema imunológico enfraquecido;
  • Crianças com fraqueza muscular;
  • Bebês expostos à fumaça de cigarro.

Sintomas da bronquiolite

No início, os sintomas lembram um resfriado: nariz entupido e escorrendo, tosse leve, febre baixa e chiado leve. Em alguns casos, surgem sinais de gravidade:

  • Respiração mais rápida e superficial;
  • Batimentos acelerados;
  • Retrações no pescoço e no tórax a cada respiração (“costelas afundando”);
  • Irritabilidade, dificuldade para dormir, cansaço ou sonolência;
  • Dificuldade para mamar e desidratação;
  • Pausas na respiração (apneia) por mais de 15 segundos;
  • Lábios, língua ou pele azulados (cianose).

Procure atendimento médico imediatamente se o bebê tiver dificuldade importante para respirar. Os sintomas costumam durar cerca de 12 dias, mas podem se estender por duas a três semanas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pela história e pelo exame físico. O nível de oxigênio costuma ser verificado, e a maioria das crianças não precisa de outros exames. Em alguns casos, podem ser pedidos radiografia de tórax, exames de sangue ou testes virais.

Tratamento e cuidados em casa

Felizmente, a maioria dos casos é leve e não precisa de tratamento específico:

  • Descanso e bastante líquido, em pequenas quantidades e com mais frequência;
  • Lavagem nasal com soro fisiológico, principalmente antes das mamadas e de dormir;
  • Umidificador de névoa fria para ajudar a soltar o muco;
  • Antitérmicos e analgésicos na dose correta para febre e desconforto.

Atenção com crianças cardiopatas: a quantidade de líquido deve seguir a orientação do médico, porque algumas cardiopatias exigem controle de volume.

Como prevenir a bronquiolite

  • Lavar as mãos com frequência;
  • Manter o bebê longe de pessoas resfriadas ou com tosse;
  • Evitar totalmente a exposição à fumaça de cigarro;
  • Vacinar contra a gripe bebês a partir de 6 meses e todos os familiares e cuidadores;
  • Para bebês de alto risco, como prematuros e cardiopatas, existe o palivizumabe, injeção mensal nos meses de maior circulação do VSR, que reduz internações. Converse com o médico sobre a indicação.

Saiba mais sobre a comunicação interventricular, cardiopatia que pode causar pneumonias de repetição, e sobre a insuficiência cardíaca em crianças.

Perguntas frequentes

Bronquiolite é contagiosa?

Sim. Os vírus se espalham por gotículas e objetos contaminados.

Quanto tempo dura a bronquiolite?

Cerca de 12 dias, podendo chegar a duas ou três semanas.

Bebê cardiopata precisa de cuidados especiais?

Sim. Tem mais risco de bronquiolite grave, pode ter indicação de palivizumabe e precisa de orientação médica sobre a quantidade de líquidos.

Seu bebê tem cardiopatia? Agende uma consulta com a Dra. Vanessa Guimarães.

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