Parada Cardíaca Súbita em Crianças: O Que Fazer, DEA, CDI e Prevenção

A parada cardíaca súbita exige ação imediata. Cada minuto conta, e o que as pessoas ao redor fazem nos primeiros minutos pode salvar uma vida. Neste artigo, a cardiologista pediátrica Dra. Vanessa Guimarães explica o que fazer, como funcionam a reanimação e o desfibrilador, o que é o CDI e como prevenir.

Para entender as causas e os sinais de alerta, leia parada cardíaca súbita em crianças: causas e sinais.

O que fazer se a criança desmaiar e não acordar

  • Ligue imediatamente para o 192 (SAMU);
  • Inicie a reanimação cardiopulmonar (RCP), com compressões no peito;
  • Se houver um desfibrilador externo automático (DEA) disponível, use-o.

A melhor chance de sobrevivência depende do reconhecimento rápido, do início imediato da RCP e do uso do DEA. Sem tratamento em poucos minutos, a parada é fatal, porque o coração não bombeia sangue para o cérebro e o corpo.

A cadeia de sobrevivência

São cinco etapas que precisam acontecer rapidamente:

  • Reconhecimento imediato da parada e acionamento do serviço de emergência;
  • RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas;
  • Desfibrilação rápida com o DEA;
  • Suporte avançado de vida;
  • Cuidados integrados após a parada.

Como funciona a reanimação cardiopulmonar

As compressões no peito bombeiam o sangue e mantêm o oxigênio chegando ao cérebro e aos órgãos até que o ritmo do coração seja restabelecido. A RCP é mais eficaz quando começa logo após o colapso e é combinada ao uso rápido do DEA. Ela deve continuar até a chegada da equipe de emergência ou até a pessoa voltar a ter circulação. A respiração boca a boca é recomendada para profissionais treinados.

O que é o DEA e por que ele é tão importante

A chance de sobrevivência cai cerca de 10% a cada minuto sem que o ritmo normal seja restaurado. O DEA emite um choque elétrico pelo peito que interrompe o ritmo anormal e permite que o coração retome o ritmo normal.

Os DEAs são seguros e podem ser usados por pessoas treinadas e também por qualquer cidadão que siga as instruções faladas pelo aparelho. Nos Estados Unidos, a sobrevivência à parada súbita em crianças é de 8% a 10%; a presença de DEA nas escolas pode elevar essas taxas para 65% a 75%.

O que é o CDI (cardiodesfibrilador implantável)?

É um pequeno dispositivo implantado por cirurgia, com fios ligados ao coração. Ele reconhece ritmos com risco de vida e aplica um choque para restaurar o ritmo normal. O CDI pode ser indicado pelo cardiologista pediátrico ou eletrofisiologista para crianças que sobreviveram a uma parada cardíaca ou que têm alto risco de ter uma.

Como prevenir a morte súbita

  • Prevenção primária: avaliar crianças com sinais de alerta ou histórico familiar, identificar alterações cardíacas e intervir cedo com medicamentos, mudanças de estilo de vida ou implante de CDI;
  • Prevenção secundária: quando a parada já aconteceu, inclui RCP, uso do DEA e implante de CDI.

Leia também: criança pode morrer dormindo por causa do coração?

Perguntas frequentes

Qualquer pessoa pode usar o DEA?

Sim. O aparelho dá instruções faladas e é seguro para leigos.

Qual o número de emergência?

No Brasil, ligue 192 (SAMU).

Quando o CDI é indicado em crianças?

Para quem sobreviveu a uma parada cardíaca ou tem alto risco de ter uma, conforme avaliação especializada.

Quer avaliar o risco cardíaco do seu filho? Agende uma consulta com a Dra. Vanessa Guimarães.

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